sexta-feira, 16 de abril de 2010

Descompasso


O meu radicalismo, a minha entrega, o meu desapego pelo óbvio e a minha inconstância, chocam!
Até eu me assusto com a forma como assusto as pessoas, sinto que sou dotada de extravagâncias que todos vêem, mas eu desconheço.
Será que banalizar sentimentos, aceitar a rotina e sentir tara pelo comum é o que esperam de mim? Será esse o segredo dos socialmente adequados?
Sinto muito em decepcionar, mas eu nasci para os extremos, para as ousadias, aposto nas improbabilidades e acredito no impossível. Eu só gosto do que é pra valer, do que dói quando me deixa, do que aperta o coração quando não tá perto, do que ou é doce de enjoar ou amargo de fazer careta.
Eu não suporto a covardia dos indecisos, o medo dos que não arriscam, a voz dos que sempre calam e muito menos o conformismo dos que desistem. Sou aversão a hipocrisia, a choro falso, a gargalhada abafada, a essa gentinha que anda por ai dizendo o que gente tem que ser e não faz metade do que diz. Tenho profunda admiração pelos que vivem em liberdade, que seguem suas crenças, seus valores, que criam um ideal, vivem nele e as vezes morrem por ele. Num mundo onde tudo é relativo, eu vou com aqueles que respeitando isso não desistem de procurar o absoluto.
Sou tão adulta quanto a vida me exija e tão criança quanto o coração me implore. Sou decisão, 0.8 ou 800, sou sono profundo e insônia, montanha russa, descompasso, sou desastrada, exagerada, insensata no amor, passional no ciúme, doente na paixão, sou toalha molhada na cama, sou mil livros na cabeceira e 'trocentas' músicas na cabeça, sou aquele choro de deixar a cara amassada e aquela risada que pode ser ouvida do outro lado da rua, sou coração simples e humilde, mas sempre certo. Sou tanto erro e tão pouco acerto, tanta sorte e tão pouco juízo, tanta coragem e tão pouco destino. Sou isso, sou outras coisas, mas sou eu mesma.

Amanda Teles

Era mais óbvio Eu amar vc


É isso, sei lá, mas acho que amo você. Amo de todas as maneiras possíveis. Sem pressa, como se só saber que você existe já me bastasse. Sem peito, como se só existisse você no mundo e eu pudesse morrer sem o seu ar. Sem idade, porque a mesma vontade que eu tenho de te beijar em qualquer lugar eu tenho de passear de mãos dadas com você empurrando nossos bisnetos. E por fim te amo até sem amor, como se isso tudo fosse tão grande, tão grande, tão absurdo, que quase não é. Eu te amo de um jeito tão impossível que é como se eu nem te amasse. E aí eu desencano desse amor, de tanto que eu encano. Ninguém acredita na gente: nenhuma terapeuta, nenhum parente, nenhum amigo, nenhum e-mail, nenhuma mensagem de texto, nenhum rastro, nenhuma fofoca e, principalmente (ou infelizmente): nem você. Mas eu te amo também do jeito mais óbvio de todos: eu te amo burra. Estúpida. Cega. E eu acredito na gente. Amo você, mesmo sem você me amar. Amo seus rompantes em me devorar com os olhos e amo o nada que sempre vem depois disso. Amo seu nada, apenas porque o seu nada também é seu. Amo tanto, tanto, tanto, que te deixo em paz. Deixo você se virando sozinho, se dobrando sozinho. Virando e dobrando a sua esquininha. Afinal, por ela você também passou quando não me quis mais, quando não quis mais a minha mão pequena querendo ser embalsamada eternamente ao seu lado.

Tati Bernardi.

sexta-feira, 9 de abril de 2010



"A vida voa na sua cara, esbarra no seu rosto, suja sua vaidade, corrompe suas certezas e você não pode fazer nada."
Tati Bernardi

quinta-feira, 8 de abril de 2010


Mas não se esqueça: Assim como não se deve misturar bebidas, misturar pessoas também pode dar ressaca.

"Sou cheia de manias. Tenho carências insolúveis. Sou teimosa. Hipocondríaca. Raivosa, quando sinto-me atacada. Como cebola. Só ando no banco da frente dos carros. Mas não imponho a minha pessoa a ninguém. Não imploro afeto. Não sou indiscreta nas minhas relações. Tenho poucos amigos, porque acho mais inteligente ser seletivo a respeito daqueles que você escolhe para contar os seus segredos. Então, se sou chata, não incomodo ninguém que não queira ser incomodado. Chateio só aqueles que não me acham uma chata, por isso me querem ao seu lado. Acho sim, que, às vezes, dou trabalho. Mas é como ter um Rolls Royce: se você não quiser ter que pagar o preço da manutenção, mude para um Passat."

Fernanda Yang

"Eu devo reconhecer que ninguém me conhece. Não realmente. Os que mais sabem não sabem da metade. Não deixo todos os segredos escaparem de mim, não mesmo. Uma delicadeza com os outros, eu diria, pois não quero assustar as pessoas com meu passado. Em especial aquelas que continuaram gostando de mim após o pouco que souberam. Mesmo porque aquela, que fez aquilo, nao está mais aqui. Eu sou literalmente outra."

Fernanda Yang

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Queimando Lixo

Não permita que coisas sujas do passado poluam o seu presente. Depois de lacrar um saco de lixo você o reabre para rever o que há lá dentro?

Geralmente só remexemos o lixo se algo de valioso tiver sido perdido. Isso, porque lidamos com a hipótese de o termos lançado fora sem querer. Se não é esse o caso, o que tiver ido para o lixo nós não mais veremos e sequer lembraremos de tudo que está ensacado e pronto para sair de nossa casa.

Se esse saco ficar conosco ainda por alguns dias, e nós o reabrirmos por qualquer motivo, o cheiro estará insuportável, micróbios existirão aos montes e nossa saúde poderá estar sendo severamente ameaçada.



O mesmo acontece quando guardamos e remexemos tudo o que de ruim já passou por nossa vida. Sempre que deixamos que nossa mente se perca em más lembranças, nós estamos reabrindo um "saco de lixo".

É bem provável que esteja aí a causa de muitas doenças físicas e mentais. Volte um pouquinho seus pensamentos para aqueles que já lhe fizeram algum mal e veja como você se sente. Reveja as mágoas, os ressentimentos, as raivas, os desapontamentos, as desilusões, as decepções e pense no "cheiro" que tudo isso tem.

É assim que você remexe os lixos guardados dentro de si. Há quanto tempo eles estão guardados aí?
Por quanto tempo você ainda os guardará?

Pergunte-se: Para quê me serve toda essa sujeira? Observe honestamente a resposta. Sujeira atrai mais sujeira, lixo atrai mais lixo, lembranças nocivas atraem miséria material, física e espiritual. É isso que você deseja para si mesmo?



Coloque seus pés no limpo chão do presente: ele é o caminho para um limpo e feliz futuro. Agarre-se às suas metas, busque realizar os seus sonhos, guarde os tesouros já recebidos.

Você só merece ser feliz. Por uma vida mais digna, por um futuro melhor, jogue o que é lixo no lixo. E QUEIME O LIXO!


(desconheço o autor)